Marcus Avitus é proclamado como melhor imperador de Roma
09 de julho de 0455
Marcus Maecilius Flavius Eparchius Avitus foi imperador romano do Ocidente entre 9 de Julho de 455 e 17 de Outubro de 456. De origens galo-romanas e de família com antecedentes no Senado, foi magister militum como o também imperador Petronio Maximo. Em 9 de Julho do 455, foi proclamado pelo imperador romano Marciano, como o melhor imperador de Roma. A população italiana nunca aceitou completamente sua proclamação. No ano de 456 iniciou uma campanha na qual reconquistou a Panonia (região da Europa central) e conseguiu uma meritória vitória naval contra os vândalos (grupo de povos germânicos) em colaboração com o magister militum Ricimero. No entanto, não conseguiu acabar com o poderio naval dos vândalos que submeteram Roma a um bloqueio naval, o que fez sua posição cambalear. A fome em Roma forçou-o a dissolver sua guarda pessoal de mercenários godos (grupo germânico). Mas eles tinham que ser pagos, e sua popularidade caiu quando ele destruiu várias estátuas de bronze para lhes pagar seus salários. Alguns de seus pares utilizaram este descontentamento para iniciar uma revolta popular e conseguir finalmente destroná-lo como imperador em 456.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.htmlACESSO EM 09\07\2012.
segunda-feira, 9 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Morre Gerardo Diego Cendoya
Morre Gerardo Diego Cendoya
08 de julho de 1987
Gerardo Diego Cendoya nasceu em 3 de Outubro de 1896 e faleceu em 8 de Julho de 1987. Foi um destacado poeta e escritor espanhol pertencente à chamada Geração de 27 (grupo de escritores unidos com o fim de reivindicar a poesia misturando tradição com vanguardismo). Como professor, deu cursos e conferências por todo o mundo. Foi, além disso, crítico literário, musical e também colunista em vários jornais de seu país natal. Entre suas obras destacam-se: El Romancero de la Novia, Santander, Imp. J. Pérez, 1920. Imagem. Poemas (1918-1921), M., Gráfica de Ambos Mundos, 1922. Soria. Galería de Estampas y Efusiones, Valladolid, Libros para Amigos, 1923. Manual de Espumas, M., Cuadernos Literarios (La Lectura), 1924. Versos Humanos, M., Renacimiento, 1925 (Premio Nacional de Literatura 1924-1925). Viacrucis, Santander, Talleres Aldus, 1931. Fábula de Equis y Zeda, México, Alcancía, 1932 y Poemas Adrede, México, Alcancía, 1932.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 06\07\2012
08 de julho de 1987
Gerardo Diego Cendoya nasceu em 3 de Outubro de 1896 e faleceu em 8 de Julho de 1987. Foi um destacado poeta e escritor espanhol pertencente à chamada Geração de 27 (grupo de escritores unidos com o fim de reivindicar a poesia misturando tradição com vanguardismo). Como professor, deu cursos e conferências por todo o mundo. Foi, além disso, crítico literário, musical e também colunista em vários jornais de seu país natal. Entre suas obras destacam-se: El Romancero de la Novia, Santander, Imp. J. Pérez, 1920. Imagem. Poemas (1918-1921), M., Gráfica de Ambos Mundos, 1922. Soria. Galería de Estampas y Efusiones, Valladolid, Libros para Amigos, 1923. Manual de Espumas, M., Cuadernos Literarios (La Lectura), 1924. Versos Humanos, M., Renacimiento, 1925 (Premio Nacional de Literatura 1924-1925). Viacrucis, Santander, Talleres Aldus, 1931. Fábula de Equis y Zeda, México, Alcancía, 1932 y Poemas Adrede, México, Alcancía, 1932.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 06\07\2012
Nasce Armando Menocal
Nasce Armando Menocal
08 de julho de 1861
Armando Menocal nasceu em 8 de Julho de 1861 e faleceu em 1942. Foi um singular pintor cubano, um patriota que, como todo bom crioulo, deixou as aulas para se unir à Guerra Necessária que organizou seu par literário José Martí. Menocal soube levar à plástica os fatos que presenciou, deixando assim uma mostra artística que conta a história de Cuba. Um de seus mais famosos quadros é "A Morte de Maceo", criado em 1906 (nele é representada uma das ações de guerra mais estudadas e discutidas da história de Cuba). Também se lhe deve parte da decoração do Aula Magna da Universidade de Havana. Menocal fez seus estudos de pintura na sua cidade natal, e ampliou-os em Madri, onde atingiu um merecido renome, consolidado depois na Ilha, onde ocupou a cátedra de Paisagem da Academia de San Alejandro e se dedicou à realização de retratos com grande sucesso de público e de crítica.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 06\07\2012
08 de julho de 1861
Armando Menocal nasceu em 8 de Julho de 1861 e faleceu em 1942. Foi um singular pintor cubano, um patriota que, como todo bom crioulo, deixou as aulas para se unir à Guerra Necessária que organizou seu par literário José Martí. Menocal soube levar à plástica os fatos que presenciou, deixando assim uma mostra artística que conta a história de Cuba. Um de seus mais famosos quadros é "A Morte de Maceo", criado em 1906 (nele é representada uma das ações de guerra mais estudadas e discutidas da história de Cuba). Também se lhe deve parte da decoração do Aula Magna da Universidade de Havana. Menocal fez seus estudos de pintura na sua cidade natal, e ampliou-os em Madri, onde atingiu um merecido renome, consolidado depois na Ilha, onde ocupou a cátedra de Paisagem da Academia de San Alejandro e se dedicou à realização de retratos com grande sucesso de público e de crítica.
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Nasce o empresário norte-americano John D. Rockfeller
Nasce o empresário norte-americano John D. Rockfeller
08 de julho de 1838
No dia 8 de julho de 1838 nascia, em Richford, nos EUA, John D. Rockfeller, empresário e magnata do petróleo, fundador da empresa Standard Oil. Rockfeller comandou a maior empresa do mundo e foi, por muito tempo, o homem mais rico do planeta. Sua carreira empresarial, contudo, foi cercada por controvérsias, entre elas a prática do monopólio. Também é associada à família Rockefeller a elaboração da Primeira e da Segunda guerras mundiais para obter benefícios econômicos com a venda de armas e outros equipamentos. Ele morreu com quase 100 anos, no dia 23 de maio de 1937, em Ormond Beach, também nos EUA.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 06\07\2012
08 de julho de 1838
No dia 8 de julho de 1838 nascia, em Richford, nos EUA, John D. Rockfeller, empresário e magnata do petróleo, fundador da empresa Standard Oil. Rockfeller comandou a maior empresa do mundo e foi, por muito tempo, o homem mais rico do planeta. Sua carreira empresarial, contudo, foi cercada por controvérsias, entre elas a prática do monopólio. Também é associada à família Rockefeller a elaboração da Primeira e da Segunda guerras mundiais para obter benefícios econômicos com a venda de armas e outros equipamentos. Ele morreu com quase 100 anos, no dia 23 de maio de 1937, em Ormond Beach, também nos EUA.
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Nasce Zeppelin, pai dos dirigíveis
Nasce Zeppelin, pai dos dirigíveis
08 de julho de 1838
No dia 8 de julho de 1838 nascia, na cidade de Constança, na Alemanha, Ferdinand Adolf August Heinrich Graf von Zeppelin, inventor que fundou a companhia Zeppelin de dirigíveis. Ele construiu o seu primeiro dirigível em 1900, uma estrutura rígida que serviu de base para os seus modelos posteriores. Os voos do Zeppelin obtinham cada vez mais popularidade e causaram euforia entre o público, fato que permitiu ao conde dar sequência ao desenvolvimento da sua criação.
Prova disso é que a segunda versão do dirigível foi financiada por doações e por uma loteria. Ironicamente, o conde só recebeu um apoio financeiro de verdade quando o modelo Zeppelin LZ4 caiu, em 1908. O acidente chamou a atenção do público para o desenvolvimento dos dirigíveis e houve uma campanha para a angariar fundos, que resultou no montante de 6 milhões de marcos alemães. O dinheiro foi usado para desenvolver a Fundação Zeppelin. O conde morreu no dia 8 de março de 1917, em Berlim.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 06\07\2012
08 de julho de 1838
No dia 8 de julho de 1838 nascia, na cidade de Constança, na Alemanha, Ferdinand Adolf August Heinrich Graf von Zeppelin, inventor que fundou a companhia Zeppelin de dirigíveis. Ele construiu o seu primeiro dirigível em 1900, uma estrutura rígida que serviu de base para os seus modelos posteriores. Os voos do Zeppelin obtinham cada vez mais popularidade e causaram euforia entre o público, fato que permitiu ao conde dar sequência ao desenvolvimento da sua criação.
Prova disso é que a segunda versão do dirigível foi financiada por doações e por uma loteria. Ironicamente, o conde só recebeu um apoio financeiro de verdade quando o modelo Zeppelin LZ4 caiu, em 1908. O acidente chamou a atenção do público para o desenvolvimento dos dirigíveis e houve uma campanha para a angariar fundos, que resultou no montante de 6 milhões de marcos alemães. O dinheiro foi usado para desenvolver a Fundação Zeppelin. O conde morreu no dia 8 de março de 1917, em Berlim.
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Proclamou-se o Dia Internacional das Cooperativas
Proclamou-se o Dia Internacional das Cooperativas
07 de julho de 1995
O Dia Internacional das Cooperativas foi proclamado em 7 de Julho de 1995 pela Assembléia Geral de Nações Unidas como comemoração dos cem anos da Aliança Cooperativa Internacional, grupo que reúne as cooperativas de mais de 100 países e conta com a enorme cifra de 700 milhões de membros. Com a iniciativa a Assembléia reconheceu o grande valor do movimento cooperativo como fator do desenvolvimento econômico e social das nações. O que distingue uma cooperativa de uma empresa normal é, primordialmente, que seu objetivo seja proporcionar serviços aos seus associados e não obter benefícios, isto é, o principal interesse deve ser o associado e sua comunidade, e não o ganho do dono. Todas estas características fazem das cooperativas uma alternativa à empresa capitalista normal, especialmente nos lugares marginalizados do mundo, onde as empresas não querem investir porque não vêem um benefício imediato.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 06\07\2012
07 de julho de 1995
O Dia Internacional das Cooperativas foi proclamado em 7 de Julho de 1995 pela Assembléia Geral de Nações Unidas como comemoração dos cem anos da Aliança Cooperativa Internacional, grupo que reúne as cooperativas de mais de 100 países e conta com a enorme cifra de 700 milhões de membros. Com a iniciativa a Assembléia reconheceu o grande valor do movimento cooperativo como fator do desenvolvimento econômico e social das nações. O que distingue uma cooperativa de uma empresa normal é, primordialmente, que seu objetivo seja proporcionar serviços aos seus associados e não obter benefícios, isto é, o principal interesse deve ser o associado e sua comunidade, e não o ganho do dono. Todas estas características fazem das cooperativas uma alternativa à empresa capitalista normal, especialmente nos lugares marginalizados do mundo, onde as empresas não querem investir porque não vêem um benefício imediato.
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Morre o cantor e compositor Cazuza
Morre o cantor e compositor Cazuza
07 de julho de 1990
No dia 7 de julho de 1990 morria, no Rio de Janeiro, Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, cantor, compositor e ex-líder da banda Barão Vermelho. Em nove anos de carreira, Cazuza deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes. Polêmico, ele também chamava atenção por sua vida boêmia e pela sua declarada bissexualidade. Em 1989, admitiu ter contraído o vírus da Aids e morreu por conta dessa doença.
Dentre as suas músicas mais famosas com Barão Vermelho estão "Todo Amor que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul". Já em sua carreira solo, destaque para "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Ideologia", "Brasil", "Faz Parte do meu Show", "O Tempo não Para" e "O Nosso Amor a Gente Inventa".
Nascido no dia 4 de abril de 1958, no Rio de Janeiro, Cazuza era filho único e sempre teve contato com o mundo da música por conta do trabalho do seu pai na indústria fonográfica. Com isso, ele cresceu em meio a figuras como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil e João Gilberto. A mãe, Lucinha Araújo também cantava e gravou três discos.
Cazuza começou a cantar em público no começo da década de 80 e, junto à banda Barão Vermelho, conquistou grande sucesso. Em janeiro de 1985, ele e a banda se apresentaram na primeira edição do Rock in Rio. Neste mesmo ano, deixou o Barão Vermelho para seguir a carreira solo. Nesta época, suspeita-se que Cazuza já tivesse adquirido o vírus da Aids. A partir de 1987, contraiu pneumonia, doença em decorrência da Aids. Mais tarde, viajou aos EUA para fazer um tratamento com AZT. Em 1988, lançou o álbum Ideologia e, no mesmo ano, gravou “O Tempo Não Para”. Seu último álbum em vida foi Burguesia (1989).
Em fevereiro de 1989, Cazuza declarou publicamente ser soropositivo e apareceu de cadeiras de rodadas para receber um prêmio pelo álbum Ideologia. Bastante debilitado, ele morreu aos 32 anos por conta de um choque séptico causado pela AIDS.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 06\07\2012
07 de julho de 1990
No dia 7 de julho de 1990 morria, no Rio de Janeiro, Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza, cantor, compositor e ex-líder da banda Barão Vermelho. Em nove anos de carreira, Cazuza deixou 126 canções gravadas, 78 inéditas e 34 para outros intérpretes. Polêmico, ele também chamava atenção por sua vida boêmia e pela sua declarada bissexualidade. Em 1989, admitiu ter contraído o vírus da Aids e morreu por conta dessa doença.
Dentre as suas músicas mais famosas com Barão Vermelho estão "Todo Amor que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul". Já em sua carreira solo, destaque para "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Ideologia", "Brasil", "Faz Parte do meu Show", "O Tempo não Para" e "O Nosso Amor a Gente Inventa".
Nascido no dia 4 de abril de 1958, no Rio de Janeiro, Cazuza era filho único e sempre teve contato com o mundo da música por conta do trabalho do seu pai na indústria fonográfica. Com isso, ele cresceu em meio a figuras como Caetano Veloso, Elis Regina, Gal Costa, Gilberto Gil e João Gilberto. A mãe, Lucinha Araújo também cantava e gravou três discos.
Cazuza começou a cantar em público no começo da década de 80 e, junto à banda Barão Vermelho, conquistou grande sucesso. Em janeiro de 1985, ele e a banda se apresentaram na primeira edição do Rock in Rio. Neste mesmo ano, deixou o Barão Vermelho para seguir a carreira solo. Nesta época, suspeita-se que Cazuza já tivesse adquirido o vírus da Aids. A partir de 1987, contraiu pneumonia, doença em decorrência da Aids. Mais tarde, viajou aos EUA para fazer um tratamento com AZT. Em 1988, lançou o álbum Ideologia e, no mesmo ano, gravou “O Tempo Não Para”. Seu último álbum em vida foi Burguesia (1989).
Em fevereiro de 1989, Cazuza declarou publicamente ser soropositivo e apareceu de cadeiras de rodadas para receber um prêmio pelo álbum Ideologia. Bastante debilitado, ele morreu aos 32 anos por conta de um choque séptico causado pela AIDS.
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Travou-se a Batalha de Otumba
Travou-se a Batalha de Otumba
07 de julho de 1520
A Batalha de Otumba foi um Combate travado em 7 de Julho de 1520 pelos conquistadores espanhóis (comandados pelo conquistador espanhol Hernán Cortês) do México contra os astecas (Comandados por Cihuacóatl Matlatzincátzin). Apesar da vitória espanhola, este foi o grupo que sofreu mais baixas em comparação ao dos mexicanos, pois faleceram quase todos os tlaxcaltecas (povo indígena do México) que acompanhavam Cortês. Cansados, finalmente retiraram-se seguindo o caminho para Tlaxcala (centro-oriente do México). Mais de 440 pereceram na batalha de Otumba e calcula-se que 870, incluindo os que ficaram em mãos dos mexicanos, foram sacrificados no templo Maior.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 06\07\2012
07 de julho de 1520
A Batalha de Otumba foi um Combate travado em 7 de Julho de 1520 pelos conquistadores espanhóis (comandados pelo conquistador espanhol Hernán Cortês) do México contra os astecas (Comandados por Cihuacóatl Matlatzincátzin). Apesar da vitória espanhola, este foi o grupo que sofreu mais baixas em comparação ao dos mexicanos, pois faleceram quase todos os tlaxcaltecas (povo indígena do México) que acompanhavam Cortês. Cansados, finalmente retiraram-se seguindo o caminho para Tlaxcala (centro-oriente do México). Mais de 440 pereceram na batalha de Otumba e calcula-se que 870, incluindo os que ficaram em mãos dos mexicanos, foram sacrificados no templo Maior.
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Travou-se a Batalha de Rincón de Valladares
Travou-se a Batalha de Rincón de Valladares
06 de julho de 1827
A Batalha de Rincón de Valladares teve lugar no território de Tucumán (Argentina) em 6 de Julho de 1827. Foi um combate entre as forças federais do caudilho argentino Facundo Quiroga e as do militar argentino Gregorio Lamadrid. A vitória foi de Quiroga, que obrigou Lamadrid a renunciar e se exilar na Bolívia, deixando o governo da província de Tucumán nas mãos do partido federal. Foi a última batalha entre o partido federal e o conjunto das várias guerras civis que dividiram a Argentina durante a década de 1820, nas quais participaram forças de não mais de três províncias, sendo que várias foram exclusivamente internas de uma província. A vitória federal produziu mais tarde uma guerra civil bem mais generalizada, que começou em fins de 1828 e que terminou por dividir o país em dois grupos partidários.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 06\07\2012
06 de julho de 1827
A Batalha de Rincón de Valladares teve lugar no território de Tucumán (Argentina) em 6 de Julho de 1827. Foi um combate entre as forças federais do caudilho argentino Facundo Quiroga e as do militar argentino Gregorio Lamadrid. A vitória foi de Quiroga, que obrigou Lamadrid a renunciar e se exilar na Bolívia, deixando o governo da província de Tucumán nas mãos do partido federal. Foi a última batalha entre o partido federal e o conjunto das várias guerras civis que dividiram a Argentina durante a década de 1820, nas quais participaram forças de não mais de três províncias, sendo que várias foram exclusivamente internas de uma província. A vitória federal produziu mais tarde uma guerra civil bem mais generalizada, que começou em fins de 1828 e que terminou por dividir o país em dois grupos partidários.
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Mindaugas é coroado 1º rei da Lituânia
Mindaugas é coroado 1º rei da Lituânia
06 de julho de 1253
Mindaugas, nascido em 1203, foi o primeiro Rei e fundador da Lituânia (pequena cidade ao Norte da Europa), unificando as tribos lituanas. Em 1250 converteu-se ao cristianismo. Fez-se coroar rei em 6 de Julho de 1253. Lutou contra os cavaleiros germânicos. Depois de imposto à nobreza o território converteu-se ao cristianismo (O cristianismo é uma religião monoteísta de origem judaica que se baseia no reconhecimento de Jesus de Nazaré como seu fundador e figura central.), mas quando Mindaugas faleceu em 1263, vítima de uma conspiração militar, a Lituânia regressou ao paganismo (expressão que os cristãos aplicam a todas as pessoas que têm crenças religiosas diferentes do judaísmo, do cristianismo e do islamismo).
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06 de julho de 1253
Mindaugas, nascido em 1203, foi o primeiro Rei e fundador da Lituânia (pequena cidade ao Norte da Europa), unificando as tribos lituanas. Em 1250 converteu-se ao cristianismo. Fez-se coroar rei em 6 de Julho de 1253. Lutou contra os cavaleiros germânicos. Depois de imposto à nobreza o território converteu-se ao cristianismo (O cristianismo é uma religião monoteísta de origem judaica que se baseia no reconhecimento de Jesus de Nazaré como seu fundador e figura central.), mas quando Mindaugas faleceu em 1263, vítima de uma conspiração militar, a Lituânia regressou ao paganismo (expressão que os cristãos aplicam a todas as pessoas que têm crenças religiosas diferentes do judaísmo, do cristianismo e do islamismo).
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Os 18 do Forte
5 de julho de 1922 – Os 18 do Forte
Na madrugada do dia 5 de julho de 1922 a população carioca acordou com um estampido provocado por um tiro de canhão que sinalizava o início da revolta. Militares do Forte de Copacabana, do qual a bala acabara de ser atirada, receberam o silêncio como resposta: o governo controlara os demais pontos de possível rebelião. Os oficiais que tinham acabado de tomar o forte da praia mais famosa do Brasil, no entanto, decidiram prosseguir.
Por mais divulgada que tivesse sido a intenção de se promover um levante, a tomada de quartéis aconteceu apenas em alguns pontos do Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro, ficando, horas mais tarde, circunscrita ao Forte de Copacabana, com a rendição dos demais revoltosos.
Durante o dia, o incisivo ataque das tropas do governo fez com que muitos militares se entregassem, restando apenas 28 pessoas dentro das muralhas seguras do forte. No início da tarde do dia seguinte, sabendo do fracasso da revolta, os militares que ainda restavam lá decidiram resistir até a morte. Caminhando armados, com destino ao Palácio do Catete, os guerreiros marcharam contra as forças governamentais com armas em punho, sob intenso tiroteio. Dos 28, apenas 18 (número ainda duvidoso) seguiram caminhando para a morte. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes foram os únicos que conseguiram sobreviver ao episódio, que passou a ser conhecido como “Os 18 do Forte”.
A razão pela qual os militares, principalmente das baixas patentes do Exército, tramaram a revolta foi, sobretudo, a insatisfação com o governo do Presidente Epitácio Pessoa, que, no ano anterior, colocara um civil no comando do Ministério da Guerra e, em junho deste ano, mandara prender o ex-presidente Hermes da Fonseca. Além de tudo, determinados setores das Forças Armadas ainda não haviam esquecido o episódio das “Cartas Falsas”, dentro do qual o candidato situacionista à Presidência, Arthur Bernardes, supostamente escrevera cartas ofendendo Hermes da Fonseca, ofendendo, portanto, o Exército, que, neste momento, se via atravessado por ideais positivistas. Quando Bernardes ganhou as eleições, vistas como fraudulentas por grande parte da população, estas camadas insatisfeitas decidiram formular uma grande revolta.
Os 18 do Forte, apesar de fracassado, deu início ao Movimento Tenentista, que, ao longo da década, tomaria força com a Revolução de 1924 e a Coluna Prestes, e abriria caminho para a Revolução de 1930, a qual mudaria de vez a forma de governo dominante na República do Café com Leite.
http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=22267 ACESSO EM 05\07\2012
Na madrugada do dia 5 de julho de 1922 a população carioca acordou com um estampido provocado por um tiro de canhão que sinalizava o início da revolta. Militares do Forte de Copacabana, do qual a bala acabara de ser atirada, receberam o silêncio como resposta: o governo controlara os demais pontos de possível rebelião. Os oficiais que tinham acabado de tomar o forte da praia mais famosa do Brasil, no entanto, decidiram prosseguir.
Por mais divulgada que tivesse sido a intenção de se promover um levante, a tomada de quartéis aconteceu apenas em alguns pontos do Mato Grosso do Sul e do Rio de Janeiro, ficando, horas mais tarde, circunscrita ao Forte de Copacabana, com a rendição dos demais revoltosos.
Durante o dia, o incisivo ataque das tropas do governo fez com que muitos militares se entregassem, restando apenas 28 pessoas dentro das muralhas seguras do forte. No início da tarde do dia seguinte, sabendo do fracasso da revolta, os militares que ainda restavam lá decidiram resistir até a morte. Caminhando armados, com destino ao Palácio do Catete, os guerreiros marcharam contra as forças governamentais com armas em punho, sob intenso tiroteio. Dos 28, apenas 18 (número ainda duvidoso) seguiram caminhando para a morte. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes foram os únicos que conseguiram sobreviver ao episódio, que passou a ser conhecido como “Os 18 do Forte”.
A razão pela qual os militares, principalmente das baixas patentes do Exército, tramaram a revolta foi, sobretudo, a insatisfação com o governo do Presidente Epitácio Pessoa, que, no ano anterior, colocara um civil no comando do Ministério da Guerra e, em junho deste ano, mandara prender o ex-presidente Hermes da Fonseca. Além de tudo, determinados setores das Forças Armadas ainda não haviam esquecido o episódio das “Cartas Falsas”, dentro do qual o candidato situacionista à Presidência, Arthur Bernardes, supostamente escrevera cartas ofendendo Hermes da Fonseca, ofendendo, portanto, o Exército, que, neste momento, se via atravessado por ideais positivistas. Quando Bernardes ganhou as eleições, vistas como fraudulentas por grande parte da população, estas camadas insatisfeitas decidiram formular uma grande revolta.
Os 18 do Forte, apesar de fracassado, deu início ao Movimento Tenentista, que, ao longo da década, tomaria força com a Revolução de 1924 e a Coluna Prestes, e abriria caminho para a Revolução de 1930, a qual mudaria de vez a forma de governo dominante na República do Café com Leite.
http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=22267 ACESSO EM 05\07\2012
Nasce a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta
Nasce a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta
05 de julho de 1996
No dia 5 de julho de 1996, nascia a ovelha Dolly, primeiro mamífero a ser clonado com sucesso a partir de uma célula adulta. Ela criada por investigadores do instituto escocês Roslin, onde viveu toda a sua vida. Ian Wilmut, até então quem teria realizado a clonagem, afirmou em 2006 que Keith Campbell seria, na verdade, o maior responsável pelo experimento científico.
O nome Dolly é uma referência aos seios da atriz Dolly Parton, pois o animal foi clonado a partir das células da glândula mamária de uma ovelha adulta, com cerca de seis anos, por uma técnica conhecida como transferência somática de núcleo. Apesar de ter sido clonada, Dolly teve uma vida normal e deu à luz dois filhotes. Em 1999, foi divulgado na revista Nature que Dolly poderia desenvolver algum tipo de envelhecimento precoce por conta da sua clonagem. Em 2002, foi divulgado que a ovelha sofria de um tipo de artrite degenerativa, o que foi interpretado por alguns setores como sinal de envelhecimento. Ela morreu no dia 14 de fevereiro de 2003, após ser abatida para evitar uma morte dolorosa por causa de infecção pulmonar sem cura. O seu corpo empalhado está exposto no Royal Museum, em Edimburgo, Escócia.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 05\07\2012.
05 de julho de 1996
No dia 5 de julho de 1996, nascia a ovelha Dolly, primeiro mamífero a ser clonado com sucesso a partir de uma célula adulta. Ela criada por investigadores do instituto escocês Roslin, onde viveu toda a sua vida. Ian Wilmut, até então quem teria realizado a clonagem, afirmou em 2006 que Keith Campbell seria, na verdade, o maior responsável pelo experimento científico.
O nome Dolly é uma referência aos seios da atriz Dolly Parton, pois o animal foi clonado a partir das células da glândula mamária de uma ovelha adulta, com cerca de seis anos, por uma técnica conhecida como transferência somática de núcleo. Apesar de ter sido clonada, Dolly teve uma vida normal e deu à luz dois filhotes. Em 1999, foi divulgado na revista Nature que Dolly poderia desenvolver algum tipo de envelhecimento precoce por conta da sua clonagem. Em 2002, foi divulgado que a ovelha sofria de um tipo de artrite degenerativa, o que foi interpretado por alguns setores como sinal de envelhecimento. Ela morreu no dia 14 de fevereiro de 2003, após ser abatida para evitar uma morte dolorosa por causa de infecção pulmonar sem cura. O seu corpo empalhado está exposto no Royal Museum, em Edimburgo, Escócia.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 05\07\2012.
William Shockley inventou o transistor
William Shockley inventou o transistor
05 de julho de 1951
William Bradford Shockley, foi um físico estadounidense, galardoado com o Prêmio Nóbel de Física em 1956. Inventou o transistor de união o 5 de Julho de 1951 (dispositivo electrônico semiconductor que cumpre funções de amplificador, oscilador, conmutador ou rectificador. Actualmente encontra-lhos em todos os enseres domésticos de uso diário: rádios, televisões, gravadores, aparelhos reproductores de audio e vídeo, fornos de microondas, lavadoras, automóveis, equipas de referigeração, alarmes, relógios de cuarzo, computadores, calculadoras, impresoras, lustres fluorescentes, equipas de raios X, tomógrafos, ecógrafos, aparelhos reproductores mp3, telemóveis, etc.). No final de 1960, Shockley realizou umas controvertidas declarações a respeito das diferenças intelectuais entre as raças, defendendo que os teste de inteligência mostravam um factor genético na capacidade intelectual. Criou seus próprios laboratórios em Califórnia, mas sua forma de levar a empresa provocou que oito de seus pesquisadores em 1957 abandonassem a companhia. Entre eles estavam Robert Noyce e Gordon Moore quem mais tarde criaram Intel (empresa multinacional que fabrica microprocesadores, circuitos integrados especializados tais como circuitos integrados auxiliares para placas baseie de computador e outros dispositivos electrônicos).
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 05\07\2012
05 de julho de 1951
William Bradford Shockley, foi um físico estadounidense, galardoado com o Prêmio Nóbel de Física em 1956. Inventou o transistor de união o 5 de Julho de 1951 (dispositivo electrônico semiconductor que cumpre funções de amplificador, oscilador, conmutador ou rectificador. Actualmente encontra-lhos em todos os enseres domésticos de uso diário: rádios, televisões, gravadores, aparelhos reproductores de audio e vídeo, fornos de microondas, lavadoras, automóveis, equipas de referigeração, alarmes, relógios de cuarzo, computadores, calculadoras, impresoras, lustres fluorescentes, equipas de raios X, tomógrafos, ecógrafos, aparelhos reproductores mp3, telemóveis, etc.). No final de 1960, Shockley realizou umas controvertidas declarações a respeito das diferenças intelectuais entre as raças, defendendo que os teste de inteligência mostravam um factor genético na capacidade intelectual. Criou seus próprios laboratórios em Califórnia, mas sua forma de levar a empresa provocou que oito de seus pesquisadores em 1957 abandonassem a companhia. Entre eles estavam Robert Noyce e Gordon Moore quem mais tarde criaram Intel (empresa multinacional que fabrica microprocesadores, circuitos integrados especializados tais como circuitos integrados auxiliares para placas baseie de computador e outros dispositivos electrônicos).
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 05\07\2012
INDEPENDÊNCIA DA VENEZUELA
Assinou-se o Acta de Independência de Venezuela
05 de julho de 1811
A Independência de Venezuela foi o processo emancipador desenvolvido entre 1810 e 1821 para romper os laços coloniais que existiam entre esse território e o Império Espanhol. Entre os factores mais influentes deste processo destaca o desejo de poder por parte dos grupos crioulos venezuelanos que possuíam um estatus social e económico mas não político, por isso precisavam conseguir o cesse das funções de quem até então tinham exercido o comando em Venezuela, entre eles: o militar espanhol Vicente de Emparan, o Intendente de Exército e Real Fazenda Vicente Basadre, e demais membros da Real Audiência, junto com outros altos servidores públicos espanhóis. Através do Acta de Declaração de Independência de Venezuela sete províncias espanholas, pertencentes à Capitanía Geral venezuelana em Sudamérica, declararam sua independência do Reino de Espanha e implicou a ruptura definitiva com o nexo colonial espanhol. O documento foi redigido principalmente pelo militar e ideólogo venezuelano, Juan Germán Roscio e assinada o 5 de Julho de 1811 na Capela Santa Rosa de Lima de Caracas por seus pares venezuelanos Simón Bolívar e Francisco de Miranda. O aniversário da assinatura celebra-se como no "Dia da Independência de Venezuela". À data, o texto autêntico do Acta de Independência de Venezuela, fundamental para a história venezuelana, não foi localizado, mas em seu momento foi conhecido graças a sua reprodução na Gaceta de Caracas e o semanário O Publicista de Caracas.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 05\07\2012
05 de julho de 1811
A Independência de Venezuela foi o processo emancipador desenvolvido entre 1810 e 1821 para romper os laços coloniais que existiam entre esse território e o Império Espanhol. Entre os factores mais influentes deste processo destaca o desejo de poder por parte dos grupos crioulos venezuelanos que possuíam um estatus social e económico mas não político, por isso precisavam conseguir o cesse das funções de quem até então tinham exercido o comando em Venezuela, entre eles: o militar espanhol Vicente de Emparan, o Intendente de Exército e Real Fazenda Vicente Basadre, e demais membros da Real Audiência, junto com outros altos servidores públicos espanhóis. Através do Acta de Declaração de Independência de Venezuela sete províncias espanholas, pertencentes à Capitanía Geral venezuelana em Sudamérica, declararam sua independência do Reino de Espanha e implicou a ruptura definitiva com o nexo colonial espanhol. O documento foi redigido principalmente pelo militar e ideólogo venezuelano, Juan Germán Roscio e assinada o 5 de Julho de 1811 na Capela Santa Rosa de Lima de Caracas por seus pares venezuelanos Simón Bolívar e Francisco de Miranda. O aniversário da assinatura celebra-se como no "Dia da Independência de Venezuela". À data, o texto autêntico do Acta de Independência de Venezuela, fundamental para a história venezuelana, não foi localizado, mas em seu momento foi conhecido graças a sua reprodução na Gaceta de Caracas e o semanário O Publicista de Caracas.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html ACESSO EM 05\07\2012
Princípios Matemáticos da Filosofia Natural ISAAC NEWTON
Isaac Newton publica uma das obras mais importantes de todos os tempos
05 de julho de 1687
No dia 5 de julho de 1687 foi publicado pela primeira vez “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica” (ou Princípios Matemáticos da Filosofia Natural), uma série de três livros de autoria do alquimista, astrônomo, matemático, filósofo, físico e teólogo Sir Isaac Newton Inglês. Considerado um dos cientistas mais influentes de todos os tempos, ele teve papel fundamental para a realização da Revolução Científica, evento que mudou a compreensão da humanidade em relação ao cosmos nos séculos XVI e XVII. Como a Royal Society havia esgotado seus recursos para a publicação do livro “História dos Peixes”, de Francis Willughby, o livro de Newton foi bancado pelo astrônomo real Edmond Halley, famoso pelo cometa Halley. Tratou-se de um ato perspicaz de Halley, já que a obra de Newton é considerada uma das publicações mais importantes de todos os tempos.
http://www.seuhistory.com/hoje-na-historia.html . Acesso em 05\07\2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Independência dos Estados Unidos
História dos Estados Unidos da América, O processo de Independência dos EUA, Colonização dos Estados Unidos, Guerra dos Sete Anos, Primeiro Congresso da Filadélfia, Segundo Congresso da Filadélfia, Leis Intoleráveis, Constituição dos Estados Unidos
História dos Estados Unidos da América, O processo de Independência dos EUA, Colonização dos Estados Unidos, Guerra dos Sete Anos, Primeiro Congresso da Filadélfia, Segundo Congresso da Filadélfia, Leis Intoleráveis, Constituição dos Estados Unidos

Thomas Jefferson: redigiu a Declaração de Independência em 1776
Introdução
Antes da Independência, os EUA era formado por treze colônias controladas pela metrópole: a Inglaterra. Dentro do contexto histórico do século XVIII, os ingleses usavam estas colônias para obter lucros e recursos minerais e vegetais não disponíveis na Europa. Era também muito grande a exploração metropolitana, com relação aos impostos e taxas cobrados dos colonos norte-americanos.
Colonização dos Estados Unidos
Para entendermos melhor o processo de independência norte-americano é importante conhecermos um pouco sobre a colonização deste território. Os ingleses começaram a colonizar a região no século XVII. A colônia recebeu dois tipos de colonização com diferenças acentuadas:
- Colônias do Norte : região colonizada por protestantes europeus, principalmente ingleses, que fugiam das perseguições religiosas. Chegaram na América do Norte com o objetivo de transformar a região num próspero lugar para a habitação de suas famílias. Também chamada de Nova Inglaterra, a região sofreu uma colonização de povoamento com as seguintes características : mão-de-obra livre, economia baseada no comércio, pequenas propriedades e produção para o consumo do mercado interno.
- Colônias do Sul : colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia sofreram uma colonização de exploração. Eram exploradas pela Inglaterra e tinham que seguir o Pacto Colonial. Eram baseadas no latifúndio, mão-de-obra escrava, produção para a exportação para a metrópole e monocultura.
Guerra dos Sete Anos
Esta guerra ocorreu entre a Inglaterra e a França entre os anos de 1756 e 1763. Foi uma guerra pela posse de territórios na América do Norte e a Inglaterra saiu vencedora. Mesmo assim, a metrópole resolveu cobrar os prejuízos das batalhas dos colonos que habitavam, principalmente, as colônias do norte. Com o aumento das taxas e impostos metropolitanos, os colonos fizeram protestos e manifestações contra a Inglaterra.
Metrópole aumenta taxas e impostos
A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos. Dentre estas leis podemos citar: Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa), Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos ingleses), Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.
Primeiro Congresso da Filadélfia
Os colonos do norte resolveram promover, no ano de 1774, um congresso para tomarem medidas diante de tudo que estava acontecendo. Este congresso não tinha caráter separatista, pois pretendia apenas retomar a situação anterior. Queriam o fim das medidas restritivas impostas pela metrópole e maior participação na vida política da colônia.
Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso, muito pelo contrário, adotou mais medidas controladoras e restritivas como, por exemplo, as Leis Intoleráveis. Uma destas leis, conhecida como Lei do Aquartelamento, dizia que todo colono norte-americano era obrigado a fornecer moradia, alimento e transporte para os soldados ingleses. As Leis Intoleráveis geraram muita revolta na colônia, influenciando diretamente no processo de independência.
Segundo Congresso da Filadélfia
Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior de conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra. A Guerra de Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos com o apoio da França e da Espanha.
Constituição dos Estados Unidos
Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características iluministas. Garantia a propriedade privada (interesse da burguesia), manteve a escravidão, optou pelo sistema de república federativa e defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.
Saiba Mais (bibliografia indicada):
- A Declaração de Independência dos Estados Unidos
Autor: Driver, Stephanie Schwartz
Editora: Jorge Zahar
Autor: Driver, Stephanie Schwartz
Editora: Jorge Zahar
- 1776 - A História dos Homens que Lutaram Pela Independência dos Estados Unidos
Autor: Mccullough, David
Editora: Jorge Zahar
Autor: Mccullough, David
Editora: Jorge Zahar
- Rupturas - 4 de Julho de 1776 - Independência dos Estados Unidos da América
Autor: Junqueira, Mary Anne
Editora: Nacional
Autor: Junqueira, Mary Anne
Editora: Nacional
segunda-feira, 12 de março de 2012
MENSAGEM
Em meio às dificuldades a imaginação pode lhe ajuda a achar muitas oportunidades... Feliz de quem sabe usá-las adequadamente...
Reflitam!!
Um cachorrinho, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção.
Pensa rápido, vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los.
Então, quando o tigre está a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
- Ah, que delícia este tigre que acabo de comer!
O tigre pára bruscamente e sai apavorado correndo do cachorrinho, e no caminho vai pensando:
"Que cachorro bravo!
Por pouco não come a mim também!"
Um macaco, que havia visto a cena, sai correndo atrás do tigre e conta como ele havia sido enganado.
O tigre, furioso, diz:
- Este Cachorro Vai me pagar!
O cachorrinho vê que o tigre vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas.
"Ah, macaco traidor!
O que faço agora?", pensou o cachorrinho.
Em vez de sair correndo, ele ficou de costas, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz:
- Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei me trazer um outro tigre e ele ainda não voltou!
"EM MOMENTOS DE CRISE, SÓ A IMAGINAÇÃO É MAIS IMPORTANTE QUE O CONHECIMENTO."
Albert Einstein
Queridos Amigos!!
"A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro." (Albert Einstein)
sexta-feira, 9 de março de 2012
Guerra dos Emboabas
Guerra dos Emboabas
| Guerra dos Emboabas | |||
|---|---|---|---|
| Data | 1706 - 1709 | ||
| Local | Atual Minas Gerais | ||
| Resultado | Derrota dos paulistas. Criação da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro |
||
| Combatentes | |||
| Comandantes | |||
Em novembro de 1708 Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto, foi um dos palcos do sangrento conflito envolvendo os direitos de exploração de ouro na futura Capitania de Minas Gerais.
Este episódio não foi todo esclarecido ainda, sendo que há várias passagens obscuras.
Índice[esconder] |
[editar] Os emboabas
Logo que a descoberta do ouro se espalhou, milhares de pessoas imigraram para a região, ficando pejorativamente conhecidos como "emboabas". O significado exato dessa palavra indígena, provavelmente tupi, é controversa.Para algumas fontes, referia-se ao fato de que os imigrantes protegerem as pernas[1] e os pés com botas e rolos de panos, ficando parecidos com aves designadas por tal nome[carece de fontes].
Outros referenciam como galinhas calçudas[2].
Segundo o Dicionário Houaiss, emboaba seria a junção das palavras tupis mbo ("fazer que") + aba ("ferir"), sendo que mbo'aba seria um epíteto coletivo, aplicado a um grupo, e não apenas a um indivíduo. Assim, "os que invadem, agridem".
O tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro sustenta que "emboaba" é um termo tupi que significa "mão peluda", através da junção dos termos mbó ("mão") e ab ("peludo"). Seria o nome que se dava aos portugueses em Minas Gerais no século XVIII[3].
[editar] Contexto
Minas Gerais em destaque |
| Conflitos na História do Brasil - Período Colonial - |
|---|
| Movimentos Nativistas |
| Aclamação de Amador Bueno: 1641 |
| Revolta da Cachaça: 1660-1661 |
| Conjuração de "Nosso Pai": 1666 |
| Revolta de Beckman: 1684 |
| Guerra dos Emboabas: 1708-1709 |
| Revolta do Sal: 1710 |
| Guerra dos Mascates: 1710-1711 |
| Motins do Maneta: 1711 |
| Revolta de Filipe dos Santos: 1720 |
| Movimentos Emancipacionistas |
| Conjuração Mineira: 1789 |
| Conjuração Carioca: 1794 |
| Conjuração Baiana: 1798 |
| Conspiração dos Suaçunas: 1801 |
| Revolução Pernambucana: 1817 |
| Guerras indígenas |
| Confederação dos Tamoios: 1555-1567 |
| Guerra dos Aimorés: 1555-1673 |
| Guerra dos Potiguares: 1586-1599 |
| Levante dos Tupinambás: 1617-1621 |
| Confederação dos Cariris: 1686-1692 |
| Revolta de Mandu Ladino : 1712-1719 |
| Guerra dos Manaus: 1723-1728 |
| Resistência Guaicuru: 1725-1744 |
| Guerrilha dos Muras: todo o século XVIII |
| Guerra Guaranítica: 1753-1756 |
Os bandeirantes se denominaram com maiores direitos sobre o ouro das minas, seja por eles serem os descobridores do lugar, ou seja, pelo fato daquela região fazer parte da capitania de São Vicente, assim como pelas sucessivas rejeições da Coroa e reveses em Palmares e guerras de açu [4]. Prova disso foi petição da Câmara de São Paulo, de 7 de Abril de 1700, que requereu que a outorga do território aurífero fosse exclusivamente pelas autoridades desta capitania. Teve papel no conflito o protetor de Manuel Nunes Viana, Pascoal da Silva Guimarães.
Enquanto isso, os colonos da Bahia e de Pernambuco estavam muito mais ligados aos portugueses que aos paulistas. Os nomes que trocaram entre si mostravam suas diferenças. Os da terra eram chamados de "nômades", ou "bandoleiros sem lei", apelidaram os estrangeiros de emboabas, incluindo os vindos de outras capitanias. Os baianos e pernambucanos e os outros considerados estrangeiros ficaram do lado dos portugueses.
Para os paulistas, aqueles que não participaram dos esforços na procura de ouro não deveriam ter os mesmos direitos na exploração. A tensão entre os paulistas (também chamados de vicentinos) e os demais exploradores crescia, motivada pelo aumento no fluxo populacional e pela insistência dos paulistas e emboabas de controlarem a região[1].
Apesar de se misturarem pelas regiões povoadas das minas, paulistas e emboabas não se uniam, ao contrário, se juntavam cada grupo com um representante. O ex-bandeirante Manuel de Borba Gato era o líder dos paulistas, enquanto os emboabas eram liderados por Manuel Nunes Viana, português que veio para Bahia jovem, e era conhecido por atos de coragem que o trouxeram para a região onde era proprietário de lucrativas minas.
Outra causa da guerra seria o alto preço dos mantimentos, inclusive pela limitada oferta em ocasião do aumento da demanda[1]. Os comentários de Antonil em 1709 o provam e se tornou clássico o trecho em que relata "a abundância de mantimentos e de todo o usual que hoje há nas Minas e do pouco caso que se faz dos preços extraordinariamente altos»: um alqueire de farinha em São Paulo custava 640 rs, mas em Minas 43.000 rs! E assim por diante, uma libra de açúcar 120 réis em São Paulo e 1200 nas Minas, uma galinha de 160 para 4.000 rs, etc. Eliane Teixeira Lopes cita em sua obra um ensaio de Eduardo Frieiro, “Feijão, angu e couve” de 1966 que corrobora os acontecimentos. E J. Soares de Mello, em seu livro «Emboabas», de 1979, página 48, comenta: «Foi na época da fome como medida de prudência que Artur de Sá concedeu a Amaral Gurgel o estanco ou monopólio dos açougues. Não tardaram nada os abusos. O povo foi esmagado. E quando o monopólio chegou aos seus anos derradeiros e veladamente começaram as transações para o prorrogar, os paulistas se levantaram.»
Por carta, o Rei, para suprir a falta de gado, ordenara a D. Álvaro conceder a maior parte possível das terras entre o Rio de Janeiro e a serra dos Órgãos «com a obrigação de cada um dos donatários de pôr um curral de gado dentro de dois e até três anos no sitio que se lhes der, por se entender que com a fertilidade destas terras abundarão as capitanias em gado.» Mas nada era assim tão simples… Em 1702 o governador D. Álvaro da Silveira e Albuquerque fizera doação, aumentando o domínio de Muribeca, no Espírito Santo, propriedade do colégio dos jesuítas do Rio de Janeiro, fundado no século XVII em terras doadas pelo Conde de Castelo Melhor, e que em 1701 possuía apenas 1.630 cabeças de gado - enquanto isso suas fazendas no Rio e em Santa Cruz, Campos dos Goitacases e Campos Novos de São João em 1701 teriam 20 mil.
Foram baldadas, de 1702 a 1705, as providências do governador da Bahia, D. Rodrigo da Costa, para obstar a emigração que das províncias beira-mar se estava dando para as minas descobertas no atual Estado de Minas, principalmente vinda da Bahia, donde se transportavam muitas pessoas com seus escravos. D. Rodrigo estabeleceu diversos presídios no interior para apreensão de escravos que fossem conduzidos para as minas. O ouro foi a pedra iman, uma veemente atração: e formaram-se dois partidos, o dos paulistas e o dos emboabas. O historiador Diogo de Vasconcelos comenta: «paulistas e taubateanos teriam declarado talvez guerra pela posse de terrenos em Minas se não surgissem os forasteiros, inimigo comum que os amedrontou e uniu.» Do reino, vinha o exemplo - formado de senhorios e conselhos autônomos, fabricado aos poucos e aos pedaços, federação de distritos fundidos pela política e nacionalizados pela História. Quando no Brasil as capitanias passaram a ser incorporadas à Coroa, ao Governo direto do Reino, o fizeram na forma por que de antes existiam, não se tinha concebido a ideia abstrata e consolidaria da pátria: forasteiro, para a gente Paulista, ou quase inimigo, era o natural de outras províncias, porque entendiam pertencer-lhes domínio exclusivo das minas por eles descobertas e povoadas no sertão.»
[editar] O conflito
Datam de 1706 as primeiras dissensões no arraial da Ponta do Morro, depois do Rio das Mortes, pela "morte injusta e tirânica que fez um paulista de um humilde forasteiro que vivia de uma pobre agência". Outro cronista diz por haver alguns índios carijós embriagados matado um português. Diogo de Vasconcelos, por sua vez, descreve: "Viajando por ali uns carijós para São Paulo, entraram a beber na venda de um novato reinol; rivalidade era tema assentado de todas as conversas; os carijós começam a falar de reinóis, defendidos pelo novato, pouco experiente, entre a bebiba, houve altercação, e no ardor da discussão, foi morto o português pelos carijós. Fugiram estes, e houve dois dias de batida para os descobrir - voltaram os do arraial, os moradores tinham-se reunido e determinado enviar ao Rio uma comissão de procuradores pedir a D. Fernando Martins Mascarenhas Lencastre compadecer-se da situação e lhes mandar autoridade para reprimir malfeitores e bandidos."Em 1707, no Arraial Novo do Rio das Mortes, dois chefes importantes dos paulistas foram linchados pelos emboabas. Com medo de uma vingança, fugiram para a mata, ficando apenas um pequeno grupo na resistência. Os paulistas, apesar de terem motivos para agir, limitaram-se a enterrar seus chefes, e não enfrentaram os emboabas. Isso encorajou os emboabas que haviam fugido para a mata a voltar e a não mais se aterrorizarem com os paulistas.
Não se deve pensar, segundo os historiadores, que estava em jogo apenas o ouro: «Intervieram também criadores de gado e não apenas mineradores emigrados de São Vicente. Os criadores reagiram ao sistema de contratos com o objetivo de assegurar, com exclusividade, o fornecimento a açougues de animais para o abate e de arbitrar a venda da carne ao consumidor.
Em 1708, um choque inevitável aconteceu, e os dois lados voltaram a guerrear. Manuel de Borba Gato interveio, banindo Nunes Viana da região do Rio das Velhas, porém, sem sucesso. Várias tentativas de acordo foram feitas, todas infrutíferas. Os emboabas tomaram a iniciativa de desarmar todos os paulistas que encontravam, com o pensamento que estes preparavam um grande ataque contra eles. Houve pouca resistência, e ao fim de 1708 os emboabas já tinham o controle de duas das três áreas de mineração mais importantes. Os paulistas refugiaram-se na região de Rio das Mortes.
Os emboabas reuniram-se e proclamaram Nunes Viana governador da região mineradora, um afronta ao rei o único a ter a prerrogativa para a escolha [1]. Em seguida, os emboabas encarregaram Bento do Amaral Coutinho da expulsão dos paulistas restantes. Os paulistas não opuseram resistência, e recuaram mais uma vez, desta vez para Parati e São Paulo.
[editar] Capão da Traição
O mais trágico e emblemático episódio da Guerra dos Emboabas ficou perpetuado na história como Capão da Traição. Após a derrota dos paulistas na batalha campal de Cachoeira do Campo, estes se renderam e foram anistiados com a pena de se retirarem da região das minas. Vários paulistas pararam em um capão[5] na região situada próxima aos Arraiais da Ponta do Morro (próximo à atual Tiradentes) e Novo de Nossa Senhora do Pilar (atual São João del-Rei), provavelmente na região da antiga Fazenda do Córrego. Talvez tivessem os paulistas a intenção de reorganizar a sua tropa e marchar novamente contra os Emboabas, agora em guerra de cerco, ou guerra de tocaia.O exército "Emboaba" encontrava-se também nas imediações. Os paulistas enviaram então alguns índios cativos para averiguar a posição dos Emboabas e atraí-los para uma emboscada no capão. A estratégia funcionou e o exército dos Emboabas marchou em direção da armadilha paulista, sendo recebido a tiros e muitos de seus caindo vitimados de disparos vindo de cima do arvoredo.
Mas houve o contra-ataque por parte dos emboabas comandados por Bento do Amaral Coutinho. Após ver tombar seu negro de confiança, Bento reorganizou seu exército em linha e marchando para trás todo o destacamento Emboaba ficou fora da alça de mira dos paulistas. Estes por sua vez viram-se cercados e resistiram bravamente por dois dias, até solicitarem a trégua e a rendição a Bento do Amaral. Este chefe Emboaba chegou a jurar pela Santíssima Trindade que após a rendição e deposição das armas dos paulistas, não os mataria e expediria livre conduto para estes seguirem para fora da região das minas.
Mas, após a rendição e entrega das armas, Bento decretou o massacre de todos os cerca de 300 paulistas capturados. Agindo como um traidor, e perpetuando a derrota final aos paulistas no Capão da Traição.
[editar] Derrota dos paulistas
O confronto terminou por volta de 1709, graças à intervenção do governador do Rio de Janeiro, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, que destituiu Nunes Viana e manteve a estrutura administrativa emboaba [1]. Sem os privilégios desejados e sem forças para guerrear, os paulistas retiraram-se da região. Sua última tentativa de expedição punitiva contra os emboabas foi derrotada no Rio das Mortes. Muitos deles foram para o oeste, onde mais tarde descobriram novas jazidas de ouro, na região dos atuais estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.[editar] Testemunhos
[editar] Bento Furtado Fernandes de Mendonça
Relato clássico dos descobrimentos das Minas Gerais, a "Notícia dos primeiros descobridores das primeiras minas de ouro pertencentes a estas Minas Gerais, pessoas mais assinaladas nestas empresas e dos mais memoráveis casos acontecidos desde os seus princípios", escrita pelo "coronel das três vilas", Bento Furtado Fernandes de Mendonça, falecido em 1765, e filho de um dos mais notáveis bandeirantes dos primeiros anos das minas: Salvador Fernandes Furtado. Esse relato faz menção à Guerra dos Emboabas e permite inferir o estado de espírito daquela época:"Correndo os tempos em 1709 para 1710 houve o pernicioso levantamento de que em seu lugar daremos notícia dos ingratos filhos da Europa contra os famosos descobridores destes haveres, para remédito de tantos desválidos Europeus, e contra os Paulistas, não menos empregados nos mesmos descobrimentos e benefícios aos mesmos ingratos; nome este de paulistas odioso entre aqueles, que não os puderam imitar, nem deixar de receber destes favores, que os constituíram ingratos; próprias ações a que a arroja a inveja, em que não permanecem merecimentos e sobra a ambição de senhorear o alheio por meios violentos, ou mesmo razoáveis [...] Neste estado se achavam as Minas correspondendo o rendimento ao custoso trabalho dos mineiros com rendosas conveniências, aumentando, de cada vez mais, o concurso dos negócios e do povo, e do povo de várias partes, e maiormente filhos de Portugal, entre os quais vieram muitos que sendo mais ardiolosos para o negócio quiseram inventar contratos de vários gêneros para mais depressa, e com menos trabalho encherem as medidas, a que aspiravam da incansável ambição, como foi um religioso Trino, cujo nome não faltará quem diga com outro religioso, o chamado Frei Conrado, que atravessaram os negociantes antes de entarem nas Minas [...] Defenderam os paulistas, e alguns dos mais bem intencionados Reinóis, que o não conseguissem; motivos estes, por que foram concebendo um ódio mortal aqueles ambiciosos a estes defensores do bem público, e geral de todos os habitantes, que queriam, fossem oprimidos com tão pernicioso enredo de ambição. Fomentou este ódio com mais rigor o poder, e respeito, que os paulistas lograriam como pessoas principais, e fundadoras as povoações e aumentadas em riquezas e venerações dos favorecidos: coisas que aumentam a inveja, e confirmam o mais fino, e inveterado ódio. Não há dúvida de que muitos Paulistas, observavam pacíficos, humanados ao bom trato, e favor dos Reinóis, recolhendo-os em suas companhias, favorecendo-os em tudo, e aumentado-os dos baixos princípios, com que às Minas chegavam. Havia contudo alguns Paulistas que levados da sua soberania de respeito queriam tributos de adorações, como era sobre todos Jerônimo Pedroso de Barros, como foi notório, e seu irmão Valentim Pedroso de Barros, suposto este por elevados brios, e caprichos do príncipe, que de maldade".[6]
[editar] Borba Gato
O melhor relato sobre os acontecimentos saiu da pena do Superintendente Borba Gato, que escreveu longamente ao Governador D. Fernando Martins Mascarenhas Lencastre em 29 de novembro de 1708, das minas do Rio das Velhas:«Muito tempo há que em profecia escrevia a Vossa Senhoria que se não podia tratar nestas Minas do bem comum, menos da arrecadação da Fazenda de Sua Majestade, que Deus guarde, nem da dos defuntos e ausentes, sem que houvesse nelas Infantaria. Agora posso afirmar que para se poder tratar destes (Ilegível) não se necessita menos que um exército, porque se foram os homens que entraram pela estrada proibida da Bahia desaforando de sorte que já cada vez que querem fazer um motim ou levantamento, para isso tem eligido cabos neste distrito e dado senhas, que não há mais que dá-la um para todos estarem juntos. Isto tem dobrado três vezes depois que saiu desta terra Cristóvão Correia Leitão. Foi a primeira vez que um bahiense que meteu um comboio em sua casa tão publicamente, em tão claro dia, que parece o acusava a sua consciência em que eu lho havia de ir confiscar, porém mal o podia fazer se nem por pensamentos tive notícia disso. Tratou de juntar gente, prevenir armas e não devia ser para me entregar o comboio. É incrível que seria para me descompor ou para me matar. Como não fui a sua casa, desvaneceu-se desse levantamento de que não tive notícia senão depois de se terem passado muitos dias.
Depois disto tive notícia certa que de umas razões que teve Jerônimo Pedroso de Barros com Manuel Nunes Viana se originaria uma ruína muito grande, porque para que sucedesse assim tinha aquele convidado não só os parentes que tinha no distrito mas ainda a seu irmão Valentim Pedroso de Barros nas Minas Gerais e tinham passado palavra que em uma segunda-feira se haviam de achar todos no Caeté. Deu-me esta notícia em que cuidar pelo primeiro do bem comum e inquietação de um povo que alvoroçado sempre traz consigo estragos que dão que sentir, resolvi-me a fazer os editais que envio a Vossa Senhoria para que, ausentando-se Manuel Nunes Viana com um pretexto tão honrado se evitassem as ruínas que podiam suceder. Também com a consideração de que este homem e a sua vinda a estas Minas era tão prejudicial à Fazenda de Sua Majestade que Deus guarde, porque não tem mais exercício no Rio de São Francisco que esperar comboios da Bahia de uma grossa sociedade que tem naquela cidade, e tanto que lhe chegam, não se contenta com marchar com estes para as Minas, senão convir servindo de capitania aos mais comboios, para que nenhum seja tomado do inimigo que nesta conta tem a quem trata da arrecadação da Fazenda de Sua Majestade, que Deus guarde. Tanto que tem feito o seu negócio nestas Minas, passa palavra a todos os que aqui se acham com ouro para ir por aquela estrada proibida sem pagar quintos que se aparelhem para tal dia; juntam-se todos e se vão com ele, reconhecendo-o por seu General, querendo disfarçar tudo isto que é tão público com vir dar o ano passado entrada a 47 cabeças de gado, como Vossa Senhoria se pode informar de Cristóvão Correia Leitão, e este ano de 46, que nem se cansou em a vir dar a esta oficina senão mandar.
Postos os editais, foi êle logo ao arraial do Caeté donde estavam a tirá-los, como Vossa Senhoria verá da carta a qual lhe mandei esta resposta, mas não deixei de ficar considerando o que poderia obrar, porque se tomava aquela resolução em virtude do Capítulo 17 que Sua Majestade foi servido dar no Regimento para o Governo destas Minas e por ver quão prejudicial era este homem nelas à Fazenda do dito Senhor; lembrando-me também do Capítulo 1° em que tanto recomenda Sua Majestade que Deus guarde o cuidado que se há de por em atalhar as discórdias que houver não só entre Mineiros, mas ainda entre outras quaisquer pessoas que se achem nestas Minas, saí de minha casa para o Caeté para que, quando não pudesse dar a execução o capítulo 17, tratar de usar do primeiro. Chegando àquela parte antes do dia que se tinha destinado, já achei algumas ruínas que faziam as tropas que se ajuntavam. Tinham morto dois negros do dito Manuel Nunes Viana e feito outras hostilidades. Tratei de aquietar tudo, fazendo amigo a Jerônimo Pedroso de Barros com Manuel Nunes Viana quando para este efeito fui a sua casa achei nela toda a gente que tinha deixado neste Rio das Velhas e Saberabusu.
Composto tudo, fiz jornada para minha casa donde vim saber como cá se tinha feito um levantamento ou motim, sendo cabeças dele certos homens que tenho em lembrança, entrando pelas casas dentro as pessoas que achavam os acompanhavam senão os haviam de matar, com o que não ia por vontade faziam ir à força, ficando tudo isto despejado, metendo-se tudo em casa de Manoel Nunes (Viana) sem se lhe dar do Edital que tinha posto para que o não fizessem. Como nós não podemos ter maior fiscal das nossas culpas que as nossas consciências, estas cabeças de Motim parece que considerando no mal que tinham obrado em andar obrigando a força os homens para serem contra os Paulistas, sucedendo uma noite vir um cunhado de Jerônimo Pedroso de sua casa a Saberabuçu, que não é longe, dizem que a procurar um pouco d ouro que de certa ciência sei havia mister para pagar a outro Paulista que ia para povoado, que lhe tinha emprestado, e pelo não achar mandou dizer à pessoa que lhe vinham uns barris de aguardente, lhos vendesse logo por qualquer preço que fosse; começaram disto a formar argumento, porque se achavam na consulta frades e clérigos, e diz que colheram de conclusão por consequência certa que aquilo era para matarem aqueles que publicamente foram cabeças do motim, e irem-se embora que por isso é que passaram de noite e mandavam pela manhã vender a fazenda fosse pelo que fosse. Com este pretexto fizeram outro levantamento, e o que não acudia a este motim o iam tirar a sua casa, e faziam assistir nele, e houve uns que tiveram sentença de morte.
Chegado Manuel Nunes Viana do Caeté, não deixando bahiense nem outro homem algum dos que não eram Paulistas, diz que resolveram matarem alguns Paulistas nomeados e os mais fazê-los despejar sem que ficasse nenhum, e o que repugnasse matarem-no também. Esta desordem diz que a mexeram frades e clérigos, também dizem que houve outros que sem dúvida deviam de ser mais bem intencionados que rebatendo esta fúria, vieram em que se moderasse a sentença que foi ficarem os Paulistas sujeitos a leis que queriam estabelecer os Bahienses: que são de que nenhum Paulista nem negro seu entre de noite em arraial de homem da Bahia, e que fazendo-o serão mortos sem que por isso sejam obrigados a pagarem os escravos; que de dia não pudessem trazer mais que dois pagens; e outras proposições semelhantes que em se dando a imprensa se se venderem enviarei a Vossa Senhoria. Que isto seja castigo de Deus com evidência se mostra, porque qual havia de ser o bahiense por mais poderoso que fosse que entrasse cá nestas Minas se não fora o amparo que tinham nos Paulistas, que eu com o meu pagem o não confiscasse, nem qual era o pobre que chegava aqui para poder estar com sossego se não fosse valer do arraial de algum Paulista. Não sinto eu que os Bahienses façam isto aos Paulistas, para que eles abram os olhos e reparem que são justos juízos de Deus que para se porem e oporem contra as ordens de seu Rei a quem tanto amor devem, diziam que os Bahienses não eram só seus amparados senão seus filhos. O de que me fico lastimando é o que tenha de seguir daqui as ruinas que isto há de causar, e o prejuízo que há de resultar à Fazenda de Sua Majestade que Deus guarde. Estes dois (ilegível), Senhor, deve Vossa Mercê ponderar muito, como tão amante do serviço de Sua Majestade, que Deus guarde, para que lhe possa dar o remédio que parecer mais conveniente, que aqui, da sorte que isto está, não se pode devassar e menos proceder contra ninguém de que resulte utilidade à Fazenda de Dua Majestade dando cumprimento às suas reais ordens. (....) A pessoa de Vossa Senhoria Deus guarde muitos anos com os aumentos e Estado que está merecendo. Minas do Rio das Velhas, Manuel de Borba Gato.»
Este documento está na Biblioteca Nacional de Lisboa, Arquivo de Marinha e do Ultramar, docs 3212 a 3225 do Rio de Janeiro. Borba Gato é assim o primeiro historiador dos emboabas. Tumultos e dissensões paralisaram as Minas, extinguiram trabalho e anularam colheitas. Só se cuidava da guerra e os moradores estavam reduzidos à miséria. Não era entretanto chegado o momento de descerrar ao Governador quanto sabia. Escreveu não para acusar mas para apurar responsabilidades.
[editar] João da Veiga da Costa
João da Veiga da Costa, que era mestre de campo do Terço dos auxiliares das Capitanias da vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, escreveria em 19 de abril de 1719:«Certifico que havendo despejado destas Minas a maior parte dos nativos da vila de São Paulo e suas anexas, pela alteração do povo, ficamos assistentes nelas cento e tantos mineiros e lavradores e por uma voz falsa de que vagavam nos matos da Itatiaia 600 homens de armas dos nossos naturais para fazerem guerra aos frausteiros, nos ameaçavam estes, de sorte que suposto tínhamos sujeitado nossas armas em nome de Sua Majestade debaixo de cuja tutela supunhamo-nos seguros, era tal o temor com que nos atemorizavam que determinadamente desertamos também as ditas Minas, deixando ao desamparo nossas fazendas de plantas, instrumentos de minas e terras minerais, e tendo notícia deste fato Rafael da Silva e Souza, a quem os ditos frausteiros tinham obrigado que por serviço de Sua Majestade exercesse posto de capitão, não podendo capacitá-los a que não ocasionasse a nossa total saída destas ditas Minas, mandou logo alguns próprios a Manuel Nunes Viana, a quem os frausteiros tinham feito seu capitão-regente, protestando pela grande perda que receberia Sua Majestade nos seus reais quintos, com a retirada de tantos mineiros e povoadores e advertindo-lhe os melhores meios para evitar perda tão considerável, com cujo parecer ordenou o dito Manuel Nunes Viana a todos os cabos dos ditos frausteiros que impedissem com gravíssimas penas a que se não molestassem os homenss da Serra Acima que nestas Minas assistiam na obediência em que estávamos pelo zelo e inteligência e capacidade que reconheceu no dito Rafael da Silva e Souza lhe ordenou que por nossos sítios e Fazendas nos visitasse e capacitasse com a segurança de proteção em nome deua Majestade que se deixassem ficar quietos e sossegados em seus sítios e Fazendas, tratando de todas as suas conveniências pois lhes prometia toda a segurança de suas vidas e Fazendas, o que logo fez assim o dito Rafael da Silva e Souza com muito grande zelo e cristandade, discômodos de sua pessoa e Fazenda, em cujo respeito e conhecida lealdade no serviço de Sua Majestade nós resolvemos a ficar em nossos sítios e moradas, e foi este um dos serviços pelo qual merece que Sua Majestade o honre e premeie por ser o mais útil que se fez à conveniência dos seus Reais Quintos. Passa o referido na verdade pelo juramento dos Santos Evangelhos e por me ser pedida esta, lhe mandei passar por mim assinada, em Minas Gerais.»
[editar] Bento do Amaral Coutinho
«Sem embargo que aos pés de Vossa Senhoria em toda a ocasião só desejo ser anunciador de paz, nesta forçosamente o hei de ser de Guerra, para dar parte a Vossa Senhoria do levantamento que agora sucedeu em 20 de dezembro nestas Minas Gerais, tomando armas todos os moradores destes arraiais e do campo contra os naturais da vila de São Paulo e serra acima. Poucos dias antes deste, havia sucedido o primeiro, nos arraiais do Caeté e Sabará das Minas do Rio das Velhas, causado de uma avançada que ao capitão maior Manuel Nunes Viana fora dar a Valentim Pedroso, para recuperar um desaire da espada em que seu irmão Jerônimo Pedroso havia ficado de pior com o dito Capitão-Maior, para o que foi incorporado de um tumulto de 600 armas, acompanhado do mesmo irmão, de José Pompeu, de Leão Leite e de outros muitos parentes e amigos como além disso guarnecido de mais armas, que chegando ao Caeté lhe foi levar em socorro o Tenente Manuel de Borba Gato seu tio, administrador daquelas Minas que, devendo como mineiro usar dos meios mais equivalentes para evitar a ruína e atalhar a desordem que sucedeu, o fez pelo contrário, excitando o incêndio até chegar a mandar fixar editais nas portas das Intendências, feitos em seu nome e firmados por sua mão, que nenhum morador ou forasteiro desse favor ou ajutório ao dito capitão-maior com pena de proceder contra êles e lhe serem confiscados os bens, só para que ficasse vencedor seu sobrinho. Mas como durante esta prevenção fosse tão considerável a perda e o saque se dece (?) aos moradores que se avirigua não se restituir com cinco arrobas d ouro. Condoídos estes tanto da perda como da sem razão que viam se queria usar com o Capitão-Maior, conspiraram no levantam/ com dois mil armas, despejando violentamente aos agressores, matando a um José Pardo, Paulista, por insolências que fez, e ultimamente, tirando as armas a todos os Paulistas, como instrumentos de suas desordens e mau viver, além de outras capitulações que assentaram, fazendo corpo de Milicia, até recorrem a Vossa Senhoria e a Sua Majestade considero fariam já.
Com este repente despejados Jerônimo Pedroso das Minas do rio das Velhas e outros mais que lá eram moradores, apostaram a estas Gerais, e logo de caminho deram um tiro a um dos moços moradores do campo, irmão do Padre Manuel Pires, por sair ao caminho a livrar a uma vaca sua dos cais, e fazendo daí passo para o sitio de Pascoal da Silva, lhe disseram era mui acomodado aquele campo para uma couteda ou marca, e recolhidos a Joatiaia, em poucos dias houve notícia que juravam os Paulistas passar a ferro frio todos os Emboabas, que assim chamam aos nossos portugueses assistentes por aqui, estilo entre êles na conquista do gentio mui antigo. Mas não parando aqui a coisa e começando a fazer varias preparações de armas cada dia, em um foram vistas na Joatiaia 400, em outro grande número que se não pode contar no Rio das Pedras, todos Paulistas, e havia vários dizeres sobre o caso, até que se rompeu uma voz que os Paulistas, vendo o desigual partido que tinham no Rio das Velhas com os nossos, por serem muitos e viverem já guarnecidos de Milicia e acautelados, conspiravam dar uma noite a saquear e destruir êstes arraiais do Ouro Preto e Antônio Dias, matando tudo o que pudessem matar por serem mais importantes e estarem desprevenidos de liga e de Milicia; e nestas considerações do que se dizia viviam já muitos com seu receio. Alguns do povo em praticas particulares já capitulavam mas debaixo disso havia parecer de maduro conselho que os divertia por ser infausto o motim, de que se não serve Deus nem El-Rei, e comumente parto de muitas desgraças, parecendo melhor acerto ir vendo ainda com o tempo os sinais e indicios mais eficazes, até que, fazendo-se exatas diligências para se alcançar daqui a verdade, constou por cartas que se apanharam fazerem-se certas todas as demonstrações passadas, e ultimamente um homem de serra acima, bem poderoso e apotentado, falando em particular com certa pessoa, lhe disse que fôra convidado para o mesmo efeito, porém se não queria meter nessas alhadas. E com o último desengano que neste particular se colheu das ditas cartas, se levantou este povo do Ouro Preto e logo a uma fala o arraial de Antonio Dias, e dai a poucas horas o campo, com que se elegeu neste Ouro Preto um capitão que governasse de Armas e Guerra que se esperava: e como na noite seguinte ao dia do levantamento se mandou pôr fogo a êste arraial pelas duas (horas) depois da meia noite por dois bastardos e um negro fora da parede de um rancho junto ao punho de uma rede que estava armada daquela parte de que ardeu grande parte, queimando-se nove ranchos de mercadores que se avaliou em grande perda. E fora se se queimaram 16 arrobas de polvora que estavam neles. Se coligiu que de respirador da prevenção do levantamento, antes que tivesse o intento efeito, mandaram fazer a queima sendo público haver sido o agressor um Fernando Pais, paulista, que logo se foi retirando e pondo de largo, mandando depois dizer Valentim Pedroso que se não queixassem dele senão de Pais, que era o que mandara pôr fogo ao arraial. E para confirmação de tudo por outra carta que se alcançou alguns dias depois e aberta se viu que dizia por formais palavras Vossa Senhoria estiveram a culpa em não fazer-se o efeito a seu tempo, que já agora é tarde…»
[editar] Junta no Rio de Janeiro
Em 16 de janeiro de 1709 houve Junta no Rio: "Aos 16 dias do mês de Janeiro de 1709 nesta cidade de S.Sebastião do Rio de Janeiro, nas casas de Sua Majestade que Deus guarde onde assiste D. Fernando Martins Mascarenhas de Lancastro, governador e capitão geral destas Capitanias, estando em Junta com o Ilustrissimo Bispo D. Francisco de São Jerônimo, o Mestre de Campo Francisco Ribeiro, o Desembargador Antônio Luís Peleja, o doutor juiz de fora Hipólito Guido, o provedor da Fazenda Real Luís de Almeida Correia e Albuquerque, o procurador da Coroa João Mendes da Silva, o doutor Manoel Correia Vasques, juiz e ouvidor da Alfândega, e o capitão Marcos da Costa da Fonseca Castelo Branco, almoxarife da Fazenda Realito governador foi apresentada carta do Tenente General Manuel de Borba Gato de 29 de novembro de 1708 em que lhe dá conta do estado em que estão as minas, onde estão como em guerra viva os paulistas com armas uns e outros nas mãos, acometendo-se com grande número de armas de parte a parte, havendo levantamentos, ruínas e inquietações de sorte que se seguirá uma total ruína não só de uns e outros assistentes das minas mas também uma gravissima perda à Fazenda de Sua Majestade, que Deus guarde, não so para o seu reino mas também para os moradores desta cidade, pois com esta inquietação e tumulto tem estado e está impedido todo o negócio das minas. Para evitar tão grandes perdas e ruinas pedia ao dito Governador lhe pusesse o remédio de sorte que se aplace esta furia e atual estrago que necessita do maior respeito e do maior poder, pois de outra sorte nao se conseguiria o sossêgo daquele Povo amotinado; e vendo o dito governador que Sua Majestade que Deus guarde por carta de 31 de janeiro de 1702 lhe ordena que não vá às minas nenhum governador desta Praça sem ordem especial sua, o que só limita havendo algum acidente em que se não possa esperar ordem; e que da omissão em acudir-lhe com remédio prontamente se lhe daria culpa: propôs se este serviço atual das minas se complicaria no caso do acidente de que fala a dita carta de Sua Majestade, e assim se devia nesta ocasião o dito governador ir pessoalmente às minas para atalhar, sossegar e remediar tão iminente ruina de que se seguem mui prejudiciais consequências ao Reino, Fazenda e vassalos de Sua Majestade e por todos uniformemente foi dito que, visto o trabalhoso estado das minas, a carta e ordem de Sua Majestade se compreende o caso dela o presente sucesso das minas e que era conveniente passar a elas o dito Governador para com sua presença, respeito e podia atalhar tanta ruína, sossegar aquele levantamento e motim para que todos os assistentes das minas vivam em quietação e sossêgo e se continue o negócio que por este acidente tem cessado e está impedido, o que, visto pelo dito Governador, abraçando o voto e parecer de todos, se resolveu e assentou passar às minas com brevidade para os efeitos referidos e pelas razões ponderadas; de que mandou o dito Governador fazer este Termo que todos assinaram. O Secretário Bartolomeu de Siqueira Cordovil o fez.»O Governador decidiu portanto partir a 2 de março, pois precisou de um mês para os preparativos de uma jornada que imagina penosíssima - tempo de chuvas, caminhos intransitáveis, colheita longe, gastos excessivos.
[editar] Consequências
- Regulamentação da distribuição de lavras entre emboabas e paulistas.
- Regulamentação da cobrança do quinto.
- Cisão da Capitania de São Vicente em Capitania de São Paulo e Minas de Ouro e Capitania do Rio de Janeiro, ligadas diretamente à Coroa em (3 de Novembro de 1709).
- São Paulo deixa de ser vila tornando-se cidade
- Acabam as guerras na região das minas, com a metrópole assumindo o controle administrativo da região.
- A derrota dos paulistas fez com que alguns deles fossem para o oeste onde, anos mais tarde, descobririam novas jazidas de ouro nos atuais estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
- A produção de ouro após o fim da guerra aumenta de tal modo via migração, que Minas Gerais sai da pobreza da época em que era o nordeste da capitania paulista e se torna uma das maiores economias do Brasil colonial junto com as 3 principais exportadoras de sacarose industrializada pelos engenhos (Paraíba, Pernambuco e Bahia).http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Emboabas
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